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Comemoração da Festa de Nossa Senhora Aparecida

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Na tarde do dia 09/10/2018, aconteceu a festa de Nossa Senhora Aparecida no Cantinho da Paz do DpL. A comemoração em homenagem a Mãe de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, já se tornou tradição. São notáveis o número de mulheres que são devotas da Santa e Rainha do Brasil.

Tivemos a presença do Padre Miguel Martins (Jesuita) que realizou a celebração da Eucaristia.

Com o canto “Negra Mariama chama”, uma das mulheres atendidas abrilhantou a celebração ao realizar a entrada solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com trajes afro, dançando e encantando, recordamos o contexto histórico em que a pequena imagem apareceu no Rio Paraíba do Sul, período em que o povo, principalmente @s negr@s sofriam com a escravidão e a opressão. Nesta oportunidade rezamos também pela realidade das mulheres que exercem a prostituição nos hotéis do Hipercentro de BH e por nosso Brasil em período de conflitos eleitorais e talvez retrocessos dos direitos conquistados, o que fere os direitos humanos e a dignidade do povo, principalmente @s mais pobres. Com Maria, a mulher do SIM e do NÃO; Sim à vida e do não a toda forma de opressão e morte, cantamos em atitude de clamor e reivindicação:

Negra Mariama! Negra Mariama chama! (bis)
Negra Mariama chama para enfeitar/ O andor porta estandarte para ostentar/ A imagem Aparecida em nossa escravidão/ Com o rosto dos pequenos, cor de quem é irmão.
Negra Mariama chama pra cantar/ Que Deus uniu os fracos pra se libertar/ E derrubou dos tronos os latifundiários/ Que escravizavam pra se regalar.
Negra Mariama chama pra dançar/ Saravá esperança até o sol raiar/ No samba está presente o sangue derramado/ O grito e o silêncio dos martirizados.
Negra Mariama chama pra lutar/ Em nossos movimentos sem desanimar/ Levanta a cabeça dos espoliados/ Nossa companheira chama pra avançar.

(Negra Mariama – PJ e Raiz:

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Diálogos pela Liberdade – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 

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